‘Tudo o que vivi, de alegre ou triste, de doloroso ou jubiloso, Jesus comigo! Em nenhum instante ele ficou á parte ou indiferente, pois ele me habita! Em nenhum segundo ele deixou de viver em mim, de modo perfeito,o que eu talvez tenha vivido de modo imperfeito! Em nenhum momento o pai deixou de me ter sob os seus olhos e, como bom Pai,sofreu comigo e sempre me amou! Em todos os pequenos e grandes momentos, o Espírito Santo estava aqui, em mim, me santificando, iluminando, conduzindo! Mesmo que eu tenha errado, esta Trindade Santa, presente e viva em mim, jamais me abandonou! Estou sob o Olhar de Deus! Com amor, olho a quem me olha e lhe sou grato''.
Quem somos verdadeiramente? somos o que parecemos,o que acreditamos ser ou a imagem que os outros têm de nós?
Ao mesmo tempo que nos perguntamos,pressentimos que resposta alguma consegue nos satisfazer, e que é preciso buscá-la noutro lugar.
Somente aquele que nos criou pode responder por nós e nos revelar quem somos. Mas para isso será necessário aceitar tomar pouco a pouco consciência de nossas falsas identidades, nossas máscaras, os personagens que interpretamos segundo as circunstâncias. Será necessário termos a coragem de nos deixar despojar do que não é o nosso verdadeiro eu, de tudo o que nos foi imposto do exterior através das palavras e dos olhares, que tornou-se um outro eu no qual não nos sentimos verdadeiramente como nós e que não conseguimos amar.
Entretanto, a tomada da consciência não basta, se não houver um encontro com um outro Olhar,se não houver a acolhida de uma outra palavra, de um sopro que possa comunicar-nos a vida e o ser.
Necessário nos é entrar no olhar do Pai para Dele receber nossa verdadeira
identidade, para que seu olhar amoroso nos cure de todas as faltas de amor, nos livre de todos os outros olhares, nos visite até em nossas trevas e transfigure todas as coisas. Assim nos sentimos amados e poderemos nos reconciliar conosco mesmos e com os outros.
Como aceitar revelar o íntimo de nossa alma se não for a um olhar de amor incondicional? Como é doce nos deixar olhar ao nos sentir totalmente acolhidos, totalmente aceitos. Como é bom se abandonar sem medo a este olhar amoroso, sem ter necessidade de dissimular o que quer que seja.
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